Jesus Cristo não nasceu no dia 25 de dezembro. A comprovação está na própria Bíblia.

 
 
Afirma o novo testamento que José e Maria se dirigiam para Jerusalém em função do recenseamento, contudo, é sabido que na história romana esse evento, costumeiramente, não acontecia em dezembro, e não vamos esquecer que Heródes morreu em 4 antes de Cristo, então nem o ano de sua chegada ao mundo comemoramos corretamente.
 

Então por que 25 de dezembro?

É comum nas mais diversas culturas, e muito antes de Cristo, sociedades estabelecerem comemorações que coincidem com o Solstício de inverno. Em Roma, mais precisamente, as Saturnálias eram comemoradas no dia 17 de dezembro, mas em determinado momento estendeu-se até 25 do mesmo mês. Mais à frente, em 274 da era Cristã, Aureliano se tornou devoto do Deus persa Mytra, a partir disso criou-se a festa “Sol Invictus”, em homenagem ao Deus Sol, um Mytra associado à criação e luz do mundo.
 
Mais à frente, no século IV, após a conversão de Constantino e a cristianização do Império, a Igreja se deparou com o problema da continuidade de festividades aos mais diversos deuses. Para esses primeiros cristãos, a data de nascimento de Cristo não importava muito, o grande símbolo era sua morte e ressurreição. Contudo, a força do solstício de inverno era real, e simbolizava o início, o começo, o nascimento, a criação…
 
É daí que a Igreja passa a considerar a data de 25 de dezembro como nascimento de Cristo. Uma convergência entre a necessidade de ressignificar as festividades e a impossibilidade de acabar com as mesmas. De acordo com Pedro Paulo Funari para solucionar o problema, a comemoração ao Deus Sol, Mytra, passa a ser ressignificada pela chegada da Luz da Salvação, o Jesus Cristo.